terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O ENCONTRO I

Há mais ou menos dois meses atrás, conheci um sujeito na internet chamado Walmir. Desde então vinha mantendo clom ele uma amizade virtual.
Ao longo desses dois meses, ele vivia insistindo em me conhecer, alegando ter se apaixonado perdidamente pelas fotos sensuais que eu havia postado em meu orkut, além do que, ter se sentido seduzido pela voz e pelo papo agradável quando da primeira vez falamos ao telefone por horas. Sua infantil insistencia em me conhecer, redobrava á medida em que íamos avançando em nossas intimidades, e com isso estreitando cada vez mais o nosso enlace virtual. Ainda sim, Márcia, por se tratar de uma pessoa reservada e cautelosa nas suas ações, não cedeu ás suas exigencias de promover logo um encontro. Por isso, que que fui adiando o máximo o encontro, apesar (e não nego) de me sentir também atraída e seduzida por suas insistentes cantadas em formas de mensagens e depoimentos gentis e encantadores que todos os dias eram postados por ele em minha caixa de mensagens. Sem mencionar, é claro, as confissões doces que me falava ao telefone. "Não vejo a hora de lhe lhe conhecer e de envolver-lhe todinha em meus braços. As fibras desse meu querer ardem de infinito desejo..." Apesar dos clichês, estava indubitavelmente diante de um poeta.
Nesse interim, porém, esperta e precavida como tenho sido sempre, fui arrancando dele as confissões mais secretas, tais como o fato dele ser casado. Custei-lhe a arrancar tal confissão, o que de fato me decepcionou sobremaneira. Posto que não costumo envolver-me com homens casados. Não faz parte da índole e da filosofia de vida dessa garota. Todavia, talvez por uma questão de educação e principios, me permiti a continuar aceitando amavelmente seus elogios e suas mensagens dotadas de ternura e esperanças em me ter para ele. Portanto, continuei com o jogo, mantendo de pé o tal encontro. Porém, deixei bem claro, uma claúsula: não haveria sexo no primeiro encontro. O que obviamente gerou alguns protestos seus, mas que no final, acabou resultando na sua aceitação. Afinal, ele ia me conhecer, e por conta disso, estava deveras feliz, como bem demonstrou em suas ultimas mensagens. Ao contrário de mim, que ja não sentia o mesmo entusiasmo do inicio, cuja razão, não precio mencionar duas vezes.
Finalmente, quando entrei de férias do trabalho e de mim mesma, resolvi eu mesma marcar o encontro que ocorreu no final de uma tarde nublada de segunda feira do mês de novembro...
continua...

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